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Sejam bem-vindos no meu blog com os conteúdos dinâmicos e muitos conhecimentos. Até mais!
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Olá, tudo bem? Sou Gabriela Toss Reis, escrevo pelo meu blog para compartilhar conhecimentos referente aos assuntos do Direito e Educação. Graduada em Direito. Mestra em Educação. Especialista em Gestão de Conflitos e Mediação Familiar. Especialista em Direito Civil. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Graduada em Formação Pedagógica em Pedagogia. Empresária. Analista Contratual. Autora de Artigos Científicos e Opinativos. Organizadora de Obra Jurídica. Psicanalista. Psicopedagoga. Perita Judicial pelo TJRS e TJBA.
Em casos de divórcio em que os conflitos perduram por anos, e ninguém sabe como resolvê-los… Aqueles em que já foi realizado o divórcio, feita a partilha de bens, resolvida a guarda dos filhos, alimentos, mas ainda assim a briga continua… O processo já foi julgado, mas houve recurso, pedido de rescisão…
Ainda há algo se opondo. Alguém não permite que se resolva a situação.
Afinal, onde está o problema?
Normalmente, o problema não está nos autos. Ele está naquilo que não está sendo visto. Ele vem, por exemplo, de uma mágoa que a pessoa carrega, por conta de algo que está oculto.
Por exemplo: o casal não teve filhos, e tem muita dificuldade para se separar. A mulher insiste que deve receber mais na partilha, sente-se injustiçada, e não há matemática racional que resolva. O que pode estar acontecendo? Então, na Constelação, fica visível que o marido não queria ter filhos, mas ela sim.
Mesmo ciente de que ele não queria ter filhos, ela concordou em casar-se com ele, porque estava apaixonada. Abriu mão, renunciou à maternidade. Ficaram alguns anos juntos, a mulher passou da idade de ter filhos, até que chega um momento em que ela sente que o relacionamento está desequilibrado. E não o perdoa, embora não saiba o porquê.
Ela renunciou a algo tão essencial… Não que seja obrigatório ter filhos, mas, se ela queria ter filhos, isso é algo que tem um valor imensurável. Essa renúncia de ter filhos não se compra com uma casa, com carro, com pensão. Como ele poderia compensá-la por ter renunciado à possibilidade de ter filhos?
Ela desistiu de ter filhos por um casamento que não deu certo. Sua cobrança, portanto, será alta. Não se trata só de dinheiro. Então, como resolver?
É necessário reconhecer. O único caminho é reconhecer. Nesse exemplo, o homem deve olhar para a mulher e dizer: “Eu reconheço o grande preço que você pagou. Você renunciou a algo muito importante. Se eu tivesse noção, não teria admitido. Eu não tinha noção do tamanho disso, da grandeza disso.”
Obviamente, se ele soubesse, se ela soubesse, talvez ambos tivessem feito diferente. Mas a vida é assim: às vezes não tem como voltar atrás. Às vezes tudo o que se pode fazer é uma reverência, um profundo reconhecimento, dizendo: “Eu nunca vou conseguir pagar por isso. Eu agora olho para a sua dor. Agora eu reconheço a sua dor. Eu sei que isso não tem preço. Sinto muito.” Quando ele diz isso, ela provavelmente chorará bastante, porque agora sua dor está sendo reconhecida por ele.
Então, ela percebe que não adianta cobrar algo que ele nunca conseguirá pagar.
(Texto extraído do curso online Direito Sistêmico e as Constelações Familiares na resolução de conflitos, com o Dr. Sami Storch)
Olá, tudo bem? Sou Gabriela Toss Reis, escrevo pelo meu blog para compartilhar conhecimentos referente aos assuntos do Direito e Educação. Graduada em Direito. Mestra em Educação. Especialista em Gestão de Conflitos e Mediação Familiar. Especialista em Direito Civil. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Graduada em Formação Pedagógica em Pedagogia. Empresária. Analista Contratual. Autora de Artigos Científicos e Opinativos. Organizadora de Obra Jurídica. Psicanalista. Psicopedagoga. Perita Judicial pelo TJRS e TJBA.
A fidelidade a um sistema familiar, ou a um grupo, transcende a relação direta da experiência nesta vida. Ela acontece também de forma transgeracional.
Bert Hellinger disse que refletiu durante muito tempo sobre o que determina se a pessoa se sente com boa ou má consciência, porque percebeu que a consciência não está ligada ao bem ou ao mal.
Até que ele teve um insight. E isso determinou o desenvolvimento de todo o seu trabalho com as ordens do amor, porque isso está ligado ao pertencimento, que é a primeira lei sistêmica.
Esse senso de pertencimento é causador da maior parte dos conflitos, tanto no nível dos relacionamentos interpessoais, quanto nos maiores conflitos da humanidade. Para pertencer, a pessoa necessariamente é obrigada a excluir, porque precisa se identificar com o grupo, precisa se vincular ao grupo. E ao pertencer a um grupo, ela precisa excluir os outros grupos.
Para fortalecer o seu vínculo, ela é capaz de discriminar, de rejeitar os outros, de considerá-los piores. Todo vínculo da boa consciência, que vincula o indivíduo ao seu grupo, é perigoso.
A boa consciência, nesse sentido, é perigosa, porque a pessoa exclui a boa consciência da outra pessoa em relação ao outro grupo. Hitler fez isso. O nazismo cresceu com base nesse sentimento de boa consciência, de orgulho ariano, de ser alemão, e esse orgulho gera um sentimento de superioridade de um determinado povo contra outros, e a partir daí a crença no direito de destruir, de exterminar os outros.
Vemos isso acontecendo na política. Essa polarização é isso: a pessoa se identifica com força, veste a camisa e diz “agora eu sou desse time”. Acontece com time de futebol também. Se olharmos para isso com serenidade, é uma coisa que parece insana, não é mesmo? A pessoa querer excluir os outros porque não estão do mesmo lado.
E é claro que isso se repete, porque deixa marcas profundas. No caso da segunda guerra mundial, por exemplo, as pessoas que foram assassinadas, que sofreram as consequências do nazismo, ficaram marcadas pelo medo da exclusão, pelo medo do extermínio.
E o que esse medo de extermínio faz? Mais necessidade de pertencimento. A tendência é que elas se unam, e formem um grupo fechado, para se proteger. É uma reação natural, um instinto de sobrevivência.
Hoje a grande maioria das pessoas que vivem no Estado de Israel não são mais pessoas que estavam ali presentes durante a segunda guerra, que sofreram diretamente. São filhos, netos, bisnetos dos sobreviventes.
Acontece que permanece aquela marca, aquele medo da exclusão, o medo do extermínio, sentido pelos antepassados. Então, em nome disso, as pessoas às vezes se sentem no direito de exterminar os outros. “O ataque é a melhor defesa”. E isso tende a se repetir.
Estou dando um exemplo bem extremo, bem grave, na história da humanidade, mas os conflitos entre muitos povos repetem a mesma dinâmica. E a tendência é de o oprimido virar a mesa, e, pela sobrevivência, dizer “temos que acabar com eles”.
É a mesma justificativa da legítima defesa. Só que já não são mais as mesmas pessoas. Aquilo já passou, e a dinâmica continua, e se perpetua, porque amanhã serão os outros, que estão sendo oprimidos hoje, que irão querer oprimir também.
Vemos isso acontecer também entre homens e mulheres. O feminismo é uma reação, também, a um tempo de opressão. Existe essa identificação, essa boa consciência, entre as mulheres. A mulher pensa “eu também sou mulher, eu tenho que lutar por muitas, não é só por mim”. É pela identificação ao grupo. Só que isso separa, e também provoca conflitos.
(Trecho de uma aula com Sami Storch)
Olá, tudo bem? Sou Gabriela Toss Reis, escrevo pelo meu blog para compartilhar conhecimentos referente aos assuntos do Direito e Educação. Graduada em Direito. Mestra em Educação. Especialista em Gestão de Conflitos e Mediação Familiar. Especialista em Direito Civil. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Graduada em Formação Pedagógica em Pedagogia. Empresária. Analista Contratual. Autora de Artigos Científicos e Opinativos. Organizadora de Obra Jurídica. Psicanalista. Psicopedagoga. Perita Judicial pelo TJRS e TJBA.
Ano da Postagem: 2025
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública.Parágrafo único. Considera-se mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a controvérsia. (BRASIL, 2015).
Art. 165. Os tribunais criarão centros judiciários de solução consensual de conflitos, responsáveis pela realização de sessões e audiências de conciliação e mediação e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição.§ 3º O mediador, que atuará preferencialmente nos casos em que houver vínculo anterior entre as partes, auxiliará aos interessados a compreender as questões e os interesses em conflito, de modo que eles possam, pelo restabelecimento da comunicação, identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos. (BRASIL,2015).
BRASIL, Lei n. 13. 105/15 - Código de Processo Civil. Disponível em: https://www.planalto.gov.
BRASIL, Lei n. 13. 140/15 - Lei de Mediação. Disponível em: https://www.planalto.gov.
Olá, tudo bem? Sou Gabriela Toss Reis, escrevo pelo meu blog para compartilhar conhecimentos referente aos assuntos do Direito e Educação. Graduada em Direito. Mestra em Educação. Especialista em Gestão de Conflitos e Mediação Familiar. Especialista em Direito Civil. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Graduada em Formação Pedagógica em Pedagogia. Empresária. Analista Contratual. Autora de Artigos Científicos e Opinativos. Organizadora de Obra Jurídica. Psicanalista. Psicopedagoga. Perita Judicial pelo TJRS e TJBA.
A pessoa, no seu lugar, tem força. E quando a pessoa está fora do seu lugar, querendo ser maior do que é, ocupando um lugar que não lhe pertence, se intrometendo em assuntos que não lhe cabem, ela perde essa força.
Por exemplo, filhos que se intrometem em assuntos dos pais, em assuntos do relacionamento entre os pais, fracassam com absoluta certeza. O filho não sabe nada do relacionamento entre os pais. Ele é muito pequeno para isso.
Existe uma ordem no relacionamento entre pais e filhos, que é a ordem da hierarquia: os pais dão e os filhos recebem.
Os filhos não têm condições de salvar os pais, porque são menores, vieram depois. Os pais são os grandes e os filhos são os pequenos. Se o filho julga os pais, ou quer salvá-los, está se achando superior a eles. Por isso, fracassa.
Isso enfraquece o filho, porque, se acredita que os pais são fracos, que os pais são frágeis a ponto de precisar defendê-los ou salvá-los, então está julgando-os como ruins, como fracos, como incapazes.
Isso irá se reproduzir na relação entre ele e o seu próprio filho. Imagine o filho pequeno olhando de frente para os pais. O filho olha com admiração para os pais, porque eles são o exemplo para ele. O filho quer fazer igual a eles, e segue o exemplo deles. Não segue o que os pais falam: segue o que os pais fazem.
Quando o filho cresce, e existe uma ordem saudável entre ele e seus pais, o que ele faz? Para de olhar para os pais, e se vira de costas para eles, olhando, agora, de frente para a vida. Na medida em que adquire maturidade, começa a se responsabilizar pela própria vida, e olha adiante para a própria vida. Nesse caminho, terá seus relacionamentos e seus próprios filhos. Logo esses filhos pequenos, assim como ele fez anteriormente, irão olhar para os pais grandes. Quando o filho olha para os pais e os pais olham para o filho, o filho se sente seguro, sente que está tudo em ordem.
Porém, o que acontece com o filho quando ele olha para os pais, mas os pais estão de costas para ele? Não verá os pais, e se sentirá desamparado. E irá querer sair do lugar de filho, com o intuito de resolver aquilo que os pais não conseguiram resolver.
Por que os pais estão de costas para os filhos? Pode ser que estejam cuidando de assuntos dos próprios pais, que não se resolveram direito com o seu passado, com relacionamentos anteriores, com os mortos, com pessoas que perderam, com irmãos, com excluídos, com questões difíceis, questões com drogas.
Então, se os pais desse filho estão de costas para ele, procurando os próprios pais, esse filho se sente desamparado, e permanecerá procurando os próprios pais. Assim, não será capaz de virar de frente para os filhos quando os tiver. Viverá de costas para os próprios filhos, para o próprio futuro, para a própria vida, porque estará ocupado querendo salvar a mãe, querendo salvar o pai, julgando o pai, dizendo que o pai foi mau, dizendo que a mãe é fraca.
Assim, quando se tornar pai, seus filhos irão encontrá-lo de costas para eles. Ou seja, a dinâmica está se repetindo. O mesmo sofrimento que essa pessoa passou, sendo uma criança pequena olhando para os pais que estão de costas para ela, quando ele for pai ou mãe, seus filhos olharão para ele e ele estará de costas. Isso tende a se repetir de geração em geração.
(Trecho do curso Direito Sistêmico e as Constelações Familiares na resolução de conflitos)
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